Técnico, apenas.

Setembro 1, 2010 on 12:00 am | Em HISTÓRIA | Sem comentários

O técnico José Mourinho, do Real Madrid, já começou a sofrer com a pressão por resultados na equipe merengue. Depois de ter apenas empatado na estreia do Campeonato Espanhol contra o Mallorca, o técnico afirmou que não é mágico e que os ajustes precisam de tempo para surtirem efeito.O comandante ainda comentou sobre os resultados negativos que os principais clubes da Europa tem conseguido.

O treinador falou, também, que não é tão simples fazer uma mudança no estilo de jogo da equipe e que isto leva tempo.Apesar de dizer que não gosta de envolvimento em seu trabalho, ele não quis dizer que manda no clube, como fez Guardiola há algum tempo no Barcelona. “Quem manda no clube é o Florentino Pérez. Eu mando em meu vestiário. Ninguém vai decidir se jogo no 4-3-3 ou no 4-2-3-1, mas meu vestiário é o clube. Sou pequeno dentro do Real Madrid”, finalizou.

Arrependimento duplo?

Agosto 22, 2010 on 12:00 am | Em HISTÓRIA | Sem comentários

Um dos melhores meio-campistas dos últimos anos do futebol, Zinedine Zidane afirmou ter um arrependimento em sua carreira: não ter jogado com o meia Paul Scholes, do Manchester United. Segundo Zidane, é difícil encontrar um jogador tão completo quanto o inglês. Para o francês, sua carreira seria mais completa se ele tivesse tido a oportunidade de jogar ao lado de Scholes.

Muito tem se falado de Scholes na Inglaterra pelo fato de o jogador estar sendo sondado pelo técnico Fabio Capello para retornar à seleção, como ele já havia feito para a Copa do Mundo da África do Sul, pedido que o meia não aceitou. Zidane, que havia se aposentado da seleção antes de retornar e levar a França à final da Copa de 2006, não acredita que a idade dificultaria um possível retorno.

O livro de Rocha.

Dezembro 7, 2009 on 12:00 am | Em HISTÓRIA | 2 Comentários

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Ele é, disparado, o melhor jogador uruguaio que já atuou no Brasil. Em sua fase áurea, entre o final dos anos 60 e o início dos 70, foi um dos maiores camisa 10 do mundo. Esteve em quatro Copas e escreveu seu nome na galeria de craques de dois dos principais times do continente, o Peñarol e o São Paulo. Num livro recém-lançado, “Tricolor Celeste”, o jornalista Luis Augusto Simon descreve a trajetória de quatro craques uruguaios que cruzaram a fronteira para se consagrar no São Paulo. Mas, ao lado de Pablo Forlán, Dario Pereyra e Diego Lugano, Pedro Virgilio Rocha Franchetti se destaca com facilidade. Nenhum mereceu, como ele, o elogio de Pelé, que o classificou como um dos cinco maiores jogadores do mundo.

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A uma semana de completar 67 anos, Pedro Rocha vive um drama. Sofrendo de atrofia do mesencéfalo, um mal que afeta os seus movimentos e a fala, mas não a compreensão e a memória, o ex-jogador passa os dias em casa, na companhia da mulher, Mabel, fazendo fisioterapia e recebendo assistência médica. Seu filho Pedrinho Rocha, ex-jogador e hoje treinador de futebol, reclama da falta de ajuda do São Paulo. Diz que o clube deu algum apoio no início da doença do pai, mas depois ausentou-se. Pedro Rocha tem uma aposentadoria, diz o filho, que mal cobre os custos de exames que ele precisa fazer.

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Rocha expressa-se com dificuldade, mas parece estar com a memória intacta ao reviver diferentes momentos de sua carreira. Luis Augusto Simon, conhecido como Menon, foi lhe entregar pessoalmente um exemplar do livro saído do forno. Ao longo de uma hora, Rocha contou histórias da Copa de 70, do São Paulo de Gerson, falou do futebol atual e deu palpites sobre o futuro do Brasil e do Uruguai na Copa de 2010.

O Cruzeiro e eu…

Julho 16, 2009 on 12:21 am | Em HISTÓRIA | Sem comentários

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Espero que dê tudo certo. Digo isso, pois, cheguei ao Mineirão quando faltavam vinte minutos para as cinco da tarde do dia 15 de julho de 2009. Sabe o que significa esta data? A final da Copa Libertadores. Cruzeiro e Estudiantes. Para passar o tempo, fui até a sala de imprensa para escrever este post. Tecnologia maravilhosa. E daqui um ano, estará melhor ainda. A foto acima mostra três garotos que despontatram na base do Cruzeiro, no início da década de 80. Douglas, Eduardo e eu.

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Foi um duro começo. O Estádio J.K., era o campo que a base, na época usava para fazer seus treinamentos e mandar os jogos oficiais. Não reclamávamos nunca. Particularmente, achava o máximo. Pois estava jogando no time do coração. Entrei no clube a primeira vez com 8 anos de idade. Foi em 1972, para jogar futebol de salão. Com 12 anos, fui para o campo e com 16, vestia a camisa do time principal pela primeira vez.

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O tempo passou e em 2002, voltei. Primeiro, como Observador Técnico e, posteriormente, como treinador das categorias de base do clube que me revelou como atleta. Foi um projeto maravilhoso, que se transformou em uma experiência fantástica. Na foto acima, dois jogadores que me ajudaram muito em várias conquistas na base azul. Diego Renan e Bernardo.  

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Outros dois de muita qualidade, Dudu, um baixinho que chegava de Goiás para mostrar um futebol alegre e irreverente e o Mateus, daqui da cidade mesmo, o termômetro daquela equipe. Ele dava e tirava a velocidade do time.

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O baiano Ânderson Uchoa, volante também de uma qualidade incrível e que a cada dia desenvolve ainda mais a sua habilidade, por causa da estrutura que o clube lhe dá. Todos eles, para a minha alegria e satisfação, fazem parte hoje, do grupo comandado pelo Adílson. E tão novos já tomam gosto por grandes conquistas.

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Se no meu tempo o campo não colaborava para o desenvolvimento perfeito dos atletas na parte física, técnica, tática e psicológica, hoje a garotada nada de braçada. Com toda essa estrutura, basta que a meninada se esmere sempre e que no futuro possam conquistar mais brasileiros, copas do Brasil, libertadores e regionais.

Esta é apenas uma pequena parte da história entre:

O Cruzeiro e eu…

UM LEÃO DE 110 ANOS

Maio 13, 2009 on 8:34 pm | Em HISTÓRIA | 2 Comentários

Treze de maio de 2009, o Esporte Clube Vitória completa 110 anos de fundação. Através de uma iniciativa dos irmãos Artur e Artêmio Valente, foi criado o Club de Cricket Victoria, antigo nome da equipe, que tinha como padrão as cores preta e branca.

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Em 1901 o clube adotou as cores vermelho e preto e passou a se chamar Sport Club Victoria. O cricket não era mais a sua única atividade, o futebol nessa época era apenas uma categoria amadora.Quatro anos depois com a compra de uma sede no Bairro da Barra, foi que o Vitória passou a ser conhecido como o Leão da Barra. O Clube conquistou 25 títulos baianos, três campeonatos do Nordeste e o Vice campeonato brasileiro de 1993.

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Ao Rubro Negro baiano meus parabéns!!! 

A ORIGEM DO DIAS DAS MÃES

Maio 10, 2009 on 12:00 am | Em HISTÓRIA | Sem comentários

A mais antiga comemoração dos dias das mães é mitológica. Na Grécia antiga, a entrada da primavera era festejada em honra de Rhea, a Mãe dos Deuses. O próximo registro está no início do século XVII, quando a Inglaterra começou a dedicar o quarto domingo da Quaresma às mães das operárias inglesas. Nesse dia, as trabalhadoras tinham folga para ficar em casa com as mães. Era chamado de “Mothering Day”, fato que deu origem ao “mothering cake”, um bolo para as mães que tornaria o dia ainda mais festivo.

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Nos Estados Unidos, as primeiras sugestões em prol da criação de uma data para a celebração das mães foi dada em 1872 pela escritora Júlia Ward Howe, autora de “O Hino de Batalha da República”. Mas foi outra americana, Ana Jarvis, no Estado da Virgínia Ocidental, que iniciou a campanha para instituir o Dia das Mães. Em 1905 Ana, filha de pastores, perdeu sua mãe e entrou em grande depressão. Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a idéia de perpetuar a memória de sua mãe com uma festa. Ana quis que a festa fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas, com um dia em que todas as crianças se lembrassem e homenageassem suas mães. A idéia era fortalecer os laços familiares e o respeito pelos pais.

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Durante três anos seguidos, Anna lutou para que fosse criado o Dia das Mães. A primeira celebração oficial aconteceu somente em 26 de abril de 1910, quando o governador de Virgínia Ocidental, William E. Glasscock, incorporou o Dia das Mães ao calendário de datas comemorativas daquele estado. Rapidamente, outros estados norte-americanos aderiram à comemoração. Finalmente, em 1914, o então presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson (1913-1921), unificou a celebração em todos os estados, estabelecendo que o Dia Nacional das Mães deveria ser comemorado sempre no segundo domingo de maio. A sugestão foi da própria Anna Jarvis. Em breve tempo, mais de 40 países adotaram a data.

“Não criei o dia das mães para ter lucro”

O sonho foi realizado, mas, ironicamente, o Dia das Mães se tornou uma data triste para Anna Jarvis. A popularidade do feriado fez com que a data se tornasse um dia lucrativo para os comerciantes, principalmente para os que vendiam cravos brancos, flor que simboliza a maternidade. “Não criei o dia as mães para ter lucro”, disse furiosa a um repórter, em 1923. Neste mesmo ano, ela entrou com um processo para cancelar o Dia das Mães, sem sucesso.

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Anna passou praticamente toda a vida lutando para que as pessoas reconhecessem a importância das mães. Na maioria das ocasiões, utilizava o próprio dinheiro para levar a causa a diante. Dizia que as pessoas não agradecem freqüentemente o amor que recebem de suas mães. “O amor de uma mãe é diariamente novo”, afirmou certa vez. Anna morreu em 1948, aos 84 anos. Recebeu cartões comemorativos vindos do mundo todo, por anos seguidos, mas nunca chegou a ser mãe.

Cravos: símbolo da maternidade

Durante a primeira missa das mães, Anna enviou 500 cravos brancos, escolhidos por ela, para a igreja de Grafton. Em um telegrama para a congregação, ela declarou que todos deveriam receber a flor. As mães, em memória do dia, deveriam ganhar dois cravos. Para Anna, a brancura do cravo simbolizava pureza, fidelidade, amor, caridade e beleza. Durante os anos, Anna enviou mais de 10 mil cravos para a igreja, com o mesmo propósito. Os cravos passaram, posteriormente, a ser comercializados.

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No Brasil

O primeiro Dia das Mães brasileiro foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, no dia 12 de maio de 1918. Em 1932, o então presidente Getúlio Vargas oficializou a data no segundo domingo de maio. Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica.

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Mãe, agradeço todos os dias a Deus por você existir.

Beijos e Te amo

Pesquisa de Daniela Bertocchi Seawright

15 ANOS SEM AYRTON

Maio 1, 2009 on 12:00 am | Em HISTÓRIA | Sem comentários

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Na primeira vez em que pilotou um carro da equipe da Williams, Ayrton Senna classificou o evento como uma experiência incrível: “Foi em Donnington Park, um dia depois do GP da Inglaterra, em julho de 1983. Parecia um sonho ver de perto aquela tremenda máquina, altamente sofisticada, campeã do mundo, um privilégio permitido a apenas dois pilotos. Naquele dia, a Williams não era de ninguém. Era só minha. Liguei o carro, bati o recorde da pista, uma grande recordação.”

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Filho de um empresário do ramo metalúrgico, Ayrton Senna da Silva desde cedo interessou-se por carros de corrida. Aos quatro anos, ganhou de presente um pequeno kart de 1 HP, com o qual começou a brincar no pátio da empresa de seu pai.

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Três anos depois, passou a treinar no kartódromo de Interlagos, em São Paulo. Com oito anos, Ayrton Senna correu pela primeira vez num kart profissional, competindo com adultos. Em 1974, foi campeão paulista na categoria júnior, conquistando o título de campeão brasileiro na mesma categoria no ano seguinte.

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Conquistou diversos títulos no kart, chegando a campeão sul-americano, e foi duas vezes vice-campeão mundial, em 1979 e 1980. Em novembro desse ano, Ayrton Senna fez testes para ingressar na equipe Van Dieman, de Fórmula 1600, na Inglaterra. Participou de diversas competições, obtendo várias vitórias. No ano seguinte, por um breve intervalo, voltou ao Brasil, disposto a assumir os negócios na empresa de seu pai, mas logo retornou à Inglaterra.

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Em 1982, Senna disputou o Campeonato Europeu 1600. Nesse mesmo ano, transferiu-se para a Fórmula Fiat 2000. A entrada de Ayrton Senna na Fórmula 1 começou em 1983, quando disputou a Fórmula 3 na Inglaterra.

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Bem-sucedido nessa temporada, obteve propostas para competir na McLaren e na Williams. Acabou escolhendo uma equipe pequena, a Toleman.

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Em 1985, Senna passou a competir pela Lotus, uma equipe de tamanho médio com a qual preparou o salto que daria em sua carreira. Na Lotus, disputou 48 grandes prêmios entre 1985 e 1987, vencendo seis vezes. Passou a competir com pilotos consagrados, como Alain Prost, Nigel Mansell e Nelson Piquet.

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Senna acertou sua entrada na McLaren Honda em 1987. Com tecnologia de ponta, a McLaren associava aerodinâmica e potência. Com ela, Ayrton Senna foi campeão mundial em 1988. Foi vice, em 1989 e novamente campeão nos anos de 1990 e 1991. Nessa época, a inimizade entre Senna e o também piloto da McLaren Alain Prost tornou-se pública.

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O ano de 1992 marcou a decadência da equipe da Honda. Senna teve problemas em várias provas e acabou a temporada em quarto lugar. No ano seguinte, Senna despediu-se da McLaren, completando uma prova pela última vez, em Adelaide, na Austrália.

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O campeão mundial transferiu-se para a Williams em 1994, numa transação de 20 milhões de dólares.

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No dia 1 de maio Senna liderava a prova no circuito de Ímola, na Itália, quando saiu da pista na curva Tamburello e bateu no muro de proteção a 300 km/h. Foi socorrido na pista. Quando a equipe médica chegou, porém, o piloto já estava em coma.

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No dia 4 de maio de 1994, seu corpo chegou ao Brasil. Consternada, a população de São Paulo assistiu ao cortejo fúnebre que foi do aeroporto à Assembléia Legislativa.

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Coberto com uma bandeira do Brasil, o corpo do campeão foi velado por milhares de pessoas, recebendo honras de Chefe de Estado.

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Em dez anos de Fórmula 1, Ayrton Senna disputou 161 corridas, venceu 41 e conquistou 62 pole positions (primeira posição de largada). O impacto de sua morte ainda hoje entristece os brasileiros.

Saudades, campeão!!!!

TEMPO PARA TUDO.

Abril 22, 2009 on 2:00 pm | Em HISTÓRIA | Sem comentários

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“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu: há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de matar e tempo de curar; tempo de derribar e tempo de edificar; tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de saltar de alegria; tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar e tempo de afastar-se de abraçar; tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de deitar fora; tempo de rasgar e tempo de coser; tempo de estar calado e tempo de falar; tempo de amar e tempo de aborrecer; tempo de guerra e tempo de paz”. (Eclesiastes 3:1-8)

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“O que é já foi, e o que há de ser também já foi; Deus fará renovar-se o que se passou”. (Eclesiastes 3:15)

Simplesmente não poderia deixar de compartilhar com você a alegria de mais uma promessa, daquele que a todas cumpre e não falha nunca. Creia nisso. Pois a recompensa só vai depender de você.

MARCANDO PRESENÇA

Fevereiro 28, 2009 on 12:00 am | Em HISTÓRIA | Sem comentários

Será pela pressão do profissionalismo, das exigências que os cercam, mas, sinto que, cada vez mais, os jogadores se afastam do lado emocional do futebol. No jogo, treinos, estágios e conversas de café. Onde está, afinal, o futebol das nossas infâncias quando se jogava na rua até à luz do dia desaparecer? Defender esse lado romântico do jogo arrisca-se, em breve, quase a só ser possível em reuniões clandestinas entre os que ainda acreditam nele.

Mas há imagens que ressuscitam. O que significa sentir-se jogador de futebol. O Chelsea é, nos últimos anos, um modelo de como o dinheiro mais estranho pode tomar conta do jogo. Durante muito tempo, o seu futebol, ganhador é certo, também era um cerco à liberdade com bola. O treino estava duro quando, de repente, ao longe, na beira do gramado, avistaram um ser arredondado, vestido de forma casual e com um chapéu enterrado na cabeça, que parecia impaciente para entrar em campo e também brincar com a bola.

Esse pequeno era um tesouro do futebol emocional. Diego Maradona. Estava de visita a Londres, e resolveu aparecer para dizer Olá! Acredito que aquele acabaria por ser o melhor treino da carreira de todos aqueles jogadores. De repente, Schevchenko ou Joe Cole pareciam crianças de rua pedindo autógrafos e tirando fotografias ao seu lado como faz um adepto normal com os seus ídolos antes quase impossíveis de tocar.

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Creio que até Anelka saiu do seu casulo privado. Nos últimos anos, muitas das imagens de Maradona chegaram a meter medo. Devorado pela vida, desmesuradamente gordo, vagueando, mesmo no camarote da Bombonera, quase como um sem-abrigo, com um aspecto assustador. Revê-lo neste cenário lava a alma. Ser jogador de futebol significa ser representante de um sentimento e intérprete da ilusão de muita gente.

É onde está o compromisso com o jogo. Profissão e emoção. Só assim, durante a carreira, estará sempre disposto a aprender. Não só conceitos táticos, mas a relação com a bola. A essência do jogo. Basta olhar para este Maradona, para o entender. Conta Menotti que durante um treino em Barcelona nos anos 80, surpreendeu-o, já quando todos se recolhiam ao vestiário, olhando fixamente para Gabrich (um atacante argentino que passara pelo Barça quase sem jogar) chutando a gol.

Quando Menotti passou perto, Diego chamou-o e disse: “Olha, Flaco, como ele chuta a bola… como põe o pé de apoio”. Estava atento a todos os detalhes. Porque também ele queria melhorar a sua finalização! Era Maradona tentando aprender com Gabrich.

Você sabe quem foi Gabrich? E Maradona, o que significa prá você?

MATANDO A SAUDADE…

Novembro 18, 2008 on 12:00 am | Em HISTÓRIA | Sem comentários

Em um encontro comemorativo dos 50 anos da Copa do Mundo de 1958, na Suécia, Pelé falou sobre o passado e o presente da seleção brasileira. Ele defendeu o treinador Dunga das críticas pelos maus resultados, mas ao comparar o técnico brasileiro a Maradona, novo treinador da seleção argentina, fez uma piada. Citou que muitos bons jogadores, não deram certo como técnicos, citando Didi, Vavá e Pepe no Brasil. Disse que Beckembauer foi exceção. O rei do futebol falou ainda que Dunga não está no meio dos bons e que espera ver a produtividade de Maradona como treinador da seleção argentina. O tricampeão mundial voltou a defender a formação de uma equipe com jogadores que atuam no Brasil. Pelé está em Estocolmo como convidado da premiação anual do futebol sueco, que homenageia os jogadores que disputaram a final da Copa de 1958, vencida pelo Brasil por 5 a 2.

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Na foto Pelé está no gramado do Estádio Rasunda, entre os ex-jogadores suecos Simonsson (esq), Hamrin (dir) e Borjesson.

DIÁRIO CHINÊS

Outubro 18, 2008 on 4:26 pm | Em HISTÓRIA | Sem comentários

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Tudo começou numa 3ª feira, dia 14 de janeiro de 1997, ficando a data marcada para mim como o dia da viagem para a Ásia. Dia da minha viagem para a China. Um novo desafio e talvez o mais difícil de todos que havia tido, pelo menos até então. Depois de acertar todos o detalhes em Campinas, onde morava, pois atuava pelo Guarani, procurava coragem para despedir-me dos amigos, da minha esposa Elyane, da Dudinha, meus pais e irmão, este último por telefone por ser residente em Belo Horizonte. Era chegada a hora e depois de muitas lágrimas e algumas palavras de força e conforto veio o adeus. Segui para o Aeroporto Internacional de São Paulo, às 19:30 horas, acompanhado por dois grandes amigos e torcedores bugrinos, o Warley e o Vagninho, que também sentiam muito a minha partida, afinal, eu era um dos artilheiros do time para que torciam.

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Cem quilômetros separam São Paulo de Campinas, pista dupla da Rodovia dos Bandeirantes. A viagem corria tranquila, sem que ninguém desse um pio dentro do carro. Repentinamente, como não poderia deixar de ser, pois estávamos na terra da garoa, começou a chover. Uma hora e dez minutos depois de sair de casa em Campinas, chegamos ao aeroporto e fomos direto tomar as providências para o meu embarque que estava marcado para os quinze minutos do dia quinze de janeiro. Sem contar que tinha passado com esta turma toda, o último dia do ano de 96, em Búzios. Aproveitei bastante mas nuca escondi de ninguém uma certa tristeza, que sem dúvida me dominou até o momento da entrada no avião.

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Enfim, já dentro daquele gigantesco avião, procurava anciosamente a minha poltrona. Logo a encontrei e passei a olhá-la como minha única companheira nas próximas trinta e duas horas de vôo. Ufa!!!! A primeira etapa da vigem foi muito tranquila, basta dizer que dormi as oito horas iniciais de viagem, que separavam São Paulo de Johanesburgo, que até hoje é a capital financeira da África do Sul. Situada a 17 quilômetros do centro da cidade, Soweto é a maior township da capital, abrangendo 48 colégios de ensino secundário, além do maior hospital do mundo, com uma população de quatro milhões de pessoas. Um passeio que mostra as dificuldades enfrentadas pelos negros na época do apartheid, pode ser um dos momentos mais memoráveis de uma viagem à África do Sul.

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Continuei então, no mesmo avião, Vôo 828 de uma empresa brasileira, não vou deixar de ficar tranquilo por isso, ainda falavam a minha língua. Seguia então para meu próximo destino, Bangcoc, na Tailândia, país asiático, dividido entre a Indochina, situada no sudeste asiático, incluindo Vietnã, Laos e Camboja e a Península Malaia, onde se encontra a Ilha de Singapura, sendo considerado o ponto mais austral da Ásia, separado da Sumatra, a maior Ilha da Indonésia, pelo Estreito de Malaca que é a principal passagem, do ponto de vista da navegação, entre os oceanos Índico e Pacífico. Estava vivendo ali, um momento histórico, todos nós sabemos o que se passou naquela região. Me sentia realizado historicamente.

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Algumas horas mais e lá estava eu, fazendo mais uma parada, agora definitiva. Pisava em solo britânico, hoje, administrada pela República Popular da China, sob a política de um país e dois sistemas. Chegava a Hong Kong, que se localiza na costa sudeste da China e possui uma das economias mais liberais do mundo e é um grande centro internacional de finanças e comércio. O mais sensacional de tudo é que estava sozinho e não falava cantonês, língua local e nem o mandarim. Portanto, tive que orar bastante e pedir a Deus que falasse por mim. Eu ainda tinha que prosseguir viagem. Meu destino ainda estava distante e já tinha voado vinte e quatro horas até ali.

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Como havia necessidade de prosseguir viagem, consegui me comunicar com as pessoas responsáveis pelo embarque no aeroporto de Hong Kong e pegar o vôo para Pequim ou Beijing ou ainda Beiping, capital da República Popular da China, cujo nome significa, capital do norte. Durante séculos foi a maior cidade do mundo e hoje tem cerca de 10,3 milhões de habitantes. Viajei, então, em antigos aviões de fabricação russa, os Antonov, que foram adquiridos por custos baixos pela Air China. Imaginem como eram estes aviões. Cheguei na cidade onde passaria a noite e no dia seguinte seguiria para o Centro de Treinamento onde a equipe que havia me contratado já se preparava para fazer a pré-temporada. Parei desta vez na capital chinesa. Muita neve e muito frio, já era fim de tarde. Os termômetros marcavam 4 graus negativos. Para quem tinha estado em Búzios dias antes, nada mal.

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Chegando ao hotel, diretores do Dalian Wanda, clube que defenderia na temporada, já me aguardavam para as apresentações e ainda para me oferecer a primeira alimentação oriental. Primeiro, necessitava de um belo banho, foi o que fiz. Retornei ao lobby do hotel e prontamente fui levado ao restaurante para que pudesse recarregar as energias com uma bela refeição. Foi simplesmente hilário, não consegui comer nada, apesar da fome. Conversar então, nem teve jeito, meu intérprete não havia se apresentado em tempo hábil. Só conversavam entre eles, e eu….só sorria, fingindo entender alguma coisa. Pedi licença e me retirei, pois estava realmente muito cansado. Os dois últimos dias haviam exigido muito de mim. Chegando no quarto, me aprontei para dormir, bati na cama por volta de uma da manhã e às 3 acordei com a pilha toda achando que já era manhã. O fuso havia me pegado. Não consegui mais pregar o olho um minuto sequer.

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Oito horas da manhã, um senhor falando português bate na porta do meu quarto. Era Yuan, o meu intérprete, nunca tinha o visto antes mas me parecia muito familiar, pelo menos no que dizia respeito ao idioma. Foi um alívio. Veio avisar que tudo já estava pronto para a nossa próxima viagem e que sairíamos do hotel para o aeroporto em uma hora e meia. Pequim havia se transformado em uma cidade fria e gelada, suas árvores queimadas pela neve e pelo rigor do inverno. Lá íamos nós de taxi, rumando para mais uma viagem pelas ruas cheias de gente e quanta gente, um negócio impressionante. Chegamos então ao aeroporto, havia muita, mas muitas pessoas mesmo, uma coisa que eu jamais havia visto. Pegamos o võo com destino a Kumming, Yunnan, uma província montanhosa a sudoeste da Repúplica Popular da China. Foram três horas de viagem.

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Era uma região com uma vasta mescla de grupos raciais e uma longa história de usurpação chinesa. No século VIII, tailandeses nativos criaram um reino denominado Nanchao. Conseguiram desafiar os chineses, mas foram derrotados pelos mongóis de Kublai Khan, acelerando a expansão tailandesa em direção ao sul. O Islão foi introduzido por um general mongol. O Yunnan foi integrado na China pela dinastia Qing no século XVII. Foi um importante centro da resistência chinesa na Segunda Guerra Mundial. Pois bem, caros leitores, foi nesta cidade com 2.200 metros de altitude, com 4 graus positivos, que iniciei minha fase de preparação para a temporada de 1997. Hoje em dia, grandes equipes do futebol mundial como Real Madri e Barcelona fazem parte de sua preparação em Kumming. Interessante é fazer parte da história. É ver a história de perto.

DEIXA QUE EU CHUTO

Outubro 12, 2008 on 12:00 am | Em HISTÓRIA | Sem comentários

riva.gifTitular da imortal seleção brasileira – a equipe do século -campeã mundial de 70, então com 23 anos, Rivelino, tiro de canhão, foi um dos maiores talentos das escolas do Corinthians.

Originariamente, meia direita, tornou-se um meia esquerda que deixava a pele em campo. Esteve dez anos no Parque São Jorge, marcou 165 gols, mas nunca conquistou um título. Fez 91 jogos pelo escrete canarinho, marcou 26 gols e atuou nos Mundiais de 70, 74 e 78.

Jogou depois no Fluminense, onde foi campeão brasileiro, terminando a carreira no futebol americano. Embora sem aprovação oficial, muitos registros afirmam que foi dele o gol mais rápido da história do futebol mundial: apenas 3 segundos após o apito inicial, com um chute do meio campo, após curto passe de um colega, aproveitando que o goleiro ainda estar concentrado nas suas orações.

Apesar de toda a técnica e magia do seu futebol, acabou por ficar famoso, sobretudo, pela forma exímia como marcava os lances de bola parada. Desde os escanteios, que cobrava com o insidioso cruzamento banana, até às finalizações de fora da área. Por isso a sua biografia se chama, simbolicamente, “Deixa que eu chuto!”…

CLUBES:

Corínthians (1965 a 1974); Fluminense (1975 a 1978); El Helal (Arábia Saudita, 1979 a 1981). 

TÍTULOS:

Campeão paulista com o Corínthians, 1966.
Campeão carioca com o Fluminense, 1975, 1976 e 1977.
Campeão do Mundo- 1970.

O CALDEIRÃO VAI FERVER

Agosto 29, 2008 on 4:25 pm | Em HISTÓRIA | Sem comentários

O título acima pode se referir ao cozimento de uma galinha de cabidela em Pernambuco ou à preparação de uma feijoada carioca, acompanhada de couve mineira, torresmo e laranja-bahia. Mas pode ser também a Vila Belmiro apinhada em dia de jogo entre Santos e São Paulo, ou o Maracanã fumegando quando Flamengo e Fluminense entram em campo.

O brasileirão 2008 faz uma tabelinha entre o futebol e a gastronomia, porque, afinal, expressões como frango ou peru, pombo sem asa, cozinhar o jogo, peixinho, rosca, cabeça-de-bagre, chocolate, feijão com arroz, marmelada e zona do agrião tanto se aplicam na nossa diversa cozinha quanto nos caldeirões ferventes do futebol brasileiro.

A preferência é sua. Bom campeonato e ótimo apetite.

RELEMBRANDO

Agosto 15, 2008 on 12:23 pm | Em HISTÓRIA | Sem comentários

EDU 4

Navegando pela internet, encontrei um banco de dados sobre, campeonatos, times, jogos, jogadores e técnicos. Gostaria de compartilhar com você, para que possa fazer a sua pesquisa relativa aos ítens acima citados.

É claro que comparando com o meu arquivo pessoal, algumas partidas não constam no levantamento feito pelos profissionais da referida empresa, estando apenas relatadas as participações em campeonatos brasileiros.

Em todo caso, vale a pena dar um pulinho na página e tirar dúvidas, saber quem apitou a partida, visualizar o público que compareceu ao estádio, entre outras curiosidades. Vale a pena. Corre lá e depois deixe seu comentário aqui.

http://futpedia.globo.com/jogador/edu-lima

OS JOGADORES E O SISTEMA

Julho 1, 2008 on 10:03 am | Em HISTÓRIA | Sem comentários

Entre a revolução iniciada no Ajax, laboratório do futebol total, e a consagração no Mundial-74 com a Holanda, Rinus Michels esteve quatro épocas em Barcelona. Ao contrário do Ajax e da Holanda, ninguém recorda, no entanto, o seu Barça também como profeta do Futebol Total. Como é isso possível?A resposta podia levar-nos para o terno debate entre o sistema e os jogadores. Qual é o mais importante, qual está em primeiro lugar, e quem deve se a adaptar a quem? Quando Michels foi contratado pelo Barcelona (curiosamente para substituir o mesmo Vic Bughnigham que substituíra no Ajax em 65) a intenção era que também o fizesse jogar como Ajax.

Chegava então à Catalunha, no entanto, num tempo em que o futebol espanhol fechara as fronteiras a jogadores estrangeiros. Assim, tentou, por exemplo, que Alfonseda fosse Keiser, e fracassou. À 10ª jornada estava em antepenúltimo lugar. As críticas começavam. Mais tarde, uma derrota com o Córdoba afastou-o da luta pelo título. No segundo ano, terminou em 3º lugar. As relações como os jogadores estavam cada vez mais tensas.

Na época seguinte, porém, passou a ser permitida a contratação de dois estrangeiros. Chegou Cruyff e, num ápice, o sistema ganhou vida própria. Jogando um futebol que por fim exteriorizava as bases do projecto-Michels, o Barcelona reconquista, 14 anos depois, o título de campeão espanhol, numa época (73/74) memorável, eternizada com uma histórica vitória sobre o Real Madrid, em pleno Chamatin, por 0-5!

Além de Cruyff, brilhavam nesse time Rexach, Asensi, Marcial e o peruano Sotil. Na temporada seguinte, porém, com Neeskens (meia) no lugar de Sotil (atacante) o conjunto perderia o equilibro e os títulos nunca mais surgiram.

Foram então os jogadores que fizeram o futebol total? Sim e não. O sistema-Mchels foi uma ideologia futebolística inovadora, mas que, como qualquer outro esquema tático, nunca alcançaria a mesma dimensão mundial sem a fabulosa geração de jogadores como a que Michels teve ao seu dispor, sob a magistral batuta de Cruyff.

Para que a sua essência se traduza em campo, são obrigatórios jogadores taticamente muito evoluídos, ao ponto de entenderem o verdadeiro sentido das palavras dinâmica e polivalência. O tipo de jogador que sabe saltar a fronteira entre a ação específica inicial para que foi designado e a dinâmica posicional susceptível de se incutir ao lugar, para a qual lhe foi concedida liberdade, ao ponto de ser difícil saber qual a sua posição original. Assim, Michels e Cruyff foram mais do que treinador e jogador. Foram mestre e pupílo. Foram pai e filho de um estilo de se jogar futebol. Foram a prolongação um do outro, do banco para o gramado, e do gramado para o banco.

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