MARTELADAS NA CABEÇA

21/11/08

O Brasil fecha 2008 dando sinais de que a próxima temporada será diferente. E o resultado que pode ter colocado o time de Dunga nos eixos é o mesmo que afundou Portugal ainda mais na crise. Os principais jornais portugueses aumentaram as críticas sobre o time do técnico Carlos Queiroz e questionaram o futuro do comandante à frente da equipe. Sobrou até para Cristiano Ronaldo. A derrota por 6 a 2 diante da seleção brasileira foi chamada pelo diário “A Bola” de uma “noite para esquecer”, uma “goleada histórica, daquelas que já não se vê mais”. As críticas também não pouparam Cristiano Ronaldo, capitão da equipe portuguesa e principal candidato à conquista do título de melhor do Mundo, concedido pela Fifa em dezembro.

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O “A Bola”, por sinal, foi um dos que pegaram mais pesado. Ele pergunta: “O que faltou a Portugal? Organização defensiva, atitude, espírito de equipe… Muitas peças importantes não funcionaram em grupo, a começar por Cristiano Ronaldo, que foi individualista e quis resolver tudo sozinho, para a platéia. Mas não foi só isso, o meio-de-campo não funcionou e a defesa também.” Outro que segue a mesma linha é o jornal “Record”. O diário lamenta a atuação de Portugal e ainda cita um dado importante: a seleção lusitana não sofria seis gols em um jogo havia 53 anos. A última vez, segundo o jornal, foi no dia 20 de novembro de 1955, quando a equipe foi derrotada pela Suécia, em Lisboa, pelos mesmos 6 a 2. Fechando a repercussão nos maiores jornais portugueses, ”O Jogo” destaca Robinho na sua capa. Ao lado da foto do atacante do Manchester City, o título “Poxa Irmão” faz referência à boa atuação do brasileiro. O diário afirma que o ex-jogador do Santos foi “um diabo à solta”.

Nossos irmãos e jornalistas lusos só esqueceram de dizer que o Brasil “bailou” em campo.

MUITO BOM…BOM

20/11/08

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Vou abrir assim o post de hoje, pois, gostei muito da participação do conjunto da seleção brasileira contra Portugal. As individualidades estavam inspiradíssimas, tornando o trabalho do seu comandante mais fácil. Dunga deve ter saído do Gama extasiado.

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Nada melhor que um placar colorido com o numerário a nosso favor. Não acham? Cuidado profissionais de plantão. O mundo é uma bola.

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Quiseram tanto promover Brasil e Portugal, usando as imagens de Kaká e Ronaldo que se esqueceram do jogo em si. Mais uma vez alguns “marinheiros de primeira viagem”, da imprensa brasileira no caso, valorizaram mais o corte de cabelo, a sombrancelha e o estilo fashion de Cristiano, do que propriamente o futebol leve e solto apresentado por Kaká. Tirem as asas e pisem no chão meus amigos. Não atirem pedras para que depois tenham que se calar. E olha que não tenho procuração para defender comissão técnica nenhuma, quem me conhece sabe como sou crítico. Gosto de gente séria e de personalidade. Kaká que o diga.

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Pelé também foi homenageado, aliás, como recebe prêmios esse homem. Estava na Suécia outro dia recebendo o prêmio por ter sido o atleta mais jovem a ser campeão do mundo. E diga-se, tem gente que não gosta. No Gama, recebeu a homenagem pelos 39 anos da marcação do seu MILÉSIMO gol, mais mil de verdade, o que não é pouca coisa. Se emocionou com o assédio e mostrou empatia com os jogadores da seleção. Todos foram abraçar o rei do futebol. Foi lindo. Que noite. Campo lotado e belo espetáculo. Placar colorido e dilatado. Podia ser sempre assim, não é?

Aos analistas de plantão: valorizem o trabalho que está sendo feito. Volto a falar: não joguem pedras, pois quem não tem telhado de vidro?

DESCONHECIDO COMO TÉCNICO

20/11/08

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A julgar por sua estréia como técnico da Argentina, Diego Maradona fará um bom papel à frente da seleção argentina. Além de vencer a Escócia por 1 a 0, em Glasgow (gol de Máxi Rodríguez), a Argentina mostrou em campo bom toque de bola e teve uma atuação bem razoável no primeiro jogo sob o comando de Diego. Ao contrário do que poderia se esperar, Maradona esteve discreto à beira do campo. O “desconhecido” técnico, que teve o auxiliar Mancuso o tempo todo a seu lado no banco de reservas, pouco comemorou o gol da Argentina. O estreante só se exaltou (ainda que de forma contida) uma vez em todo o jogo: no fim do primeiro tempo, Tevez sofreu falta violenta de Caldwell e o treinador foi à beira do campo reclamar da entrada do escocês.

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Parabéns ao Maradona e sucesso na carreira. Gostei do toque de bola envolvente da Argentina. E olha que faltavam três importantes jogadores. Arguero, Riquelme e Messi.

ATROPELOU…Ô…Ô…

20/11/08

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O Inter não precisou fazer força para confirmar sua vaga na decisão da Copa Sul-Americana. O clube gaúcho é o primeiro brasileiro a decidir o torneio. Ao natural, o 4 a 0 foi surgindo diante do Chivas, num Beira-Rio que recebeu 37 mil pessoas. Os mexicanos foram visitantes bem mais comportados do que o imaginado. D’Alessandro cobrando falta e pênalti marcou os dois primeiros e Nilmar (2) complementou a goleada. No placar agregado, os colorados aplicaram um inquestionável 6 a 0. E sem o Alex. Que venham os argentinos. Dá-lhe Colorado. 

DATA FIFA

20/11/08

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Nada é tão ruim que não possa piorar. Em meio à crise causada pelas declarações do ex-capitão Ballack ao técnico Joachim Löw, a seleção da Alemanha recebeu a Inglaterra no Olympiastadion, em Berlim, e perdeu por 2 a 1. Os gols da partida foram marcados por Matthew Upson e John Terry para os visitantes, com Patrick Helmes descontando. A Alemanha não faz bom trabalho na base do seu futebol, isto é, sua reformulação é lenta e sem planejamento. Lá, não nascem jogadores todos os dias.

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Nesta partida de bonito mesmo só as cores das duas equipes. Tudo azul e branco. No mais… A Itália encarou a Grécia, em amistoso disputado na cidade de Atenas. O jogo foi disputado e terminou com o resultado de empate: 1 a 1. Gekas abriu o placar para os gregos, Luca Toni igualou. Toni, por sinal, quebrou um jejum mais de nove meses sem marcar gols pela seleção italiana. O gol do atacante do Bayern de Munique foi bem a seu estilo. Após falta cobrada em elevação para a área, Toni meteu a cabeça para empatar a partida. Foi duro de ver…

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A Espanha venceu o Chile, 3X0, encerrando em grande estilo um ano que ficará marcado pela conquista da Eurocopa e pelo fim de um jejum de 44 anos sem um título de expressão. David Villa, Fernando Torres e Santi Cazorla marcaram os gols da Furia diante dos chilenos, que vêm fazendo bom papel nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2010. A partida foi disputada no estádio El Madrigal, onde joga o Villareal de Manuel Pellegrini, o mais conceituado treinador chileno da atualidade. Enquanto isso, à frente da Roja, um argentino: Marcelo Bielsa.

Estes foram alguns amistosos data FIFA. Não vi nada de interessante.

O RETORNO

19/11/08

A trajetória do Corinthians na Série B e toda a sua saga para voltar à Série A do Campeonato Brasileiro, vai virar um livro a ser lançado em dezembro. As páginas do “Eu voltei – O ano em que a Fiel não abandonou o Timão” serão ilustradas com fotos da campanha corintiana pelos campos da Segunda Divisão. As fotos são de Daniel Augusto Júnior, que acompanhou cada passo do Corinthians, do primeiro jogo, a vitória contra o CRB no Pacaembu, até a despedida, no próximo dia 29, contra o América-RN. Além da Série B, o livro também mostrará passagens do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil.

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Além de lances de jogo, o livro mostrará bastidores, treinos, viagens, concentrações. Para ilustrar as fotos, textos do presidente Andrés Sanches, do ex-jogador Neto, do apresentador Serginho Groisman, da ex-jogadora de basquete Hortência e do publicitário Washington Olivetto. Ainda sem data de lançamento, o livro já pode ser reservado em sistema de pré-venda no site do Corinthians.

QUE SORTE!!!!

18/11/08

Um cachorro de um ano de idade sobreviveu após ser atropelado por um carro a mais de 100 km/h em Cozze, na Itália. O impacto foi tão forte que o animal ficou preso na grade frontal do veículo, e permaneceu ali por cerca de 24 km, quando o motorista constatou que o cão ainda estava vivo.

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O cão teve uma perna quebrada e sofreu alguns ferimentos. Ele foi levado para um abrigo de animais, onde veterinários esperam que ele consiga um novo dono.

Qual dos cinco times que brigam pela vaga na Libertadores será atropelado como esse cachorrinho? 

MATANDO A SAUDADE…

18/11/08

Em um encontro comemorativo dos 50 anos da Copa do Mundo de 1958, na Suécia, Pelé falou sobre o passado e o presente da seleção brasileira. Ele defendeu o treinador Dunga das críticas pelos maus resultados, mas ao comparar o técnico brasileiro a Maradona, novo treinador da seleção argentina, fez uma piada. Citou que muitos bons jogadores, não deram certo como técnicos, citando Didi, Vavá e Pepe no Brasil. Disse que Beckembauer foi exceção. O rei do futebol falou ainda que Dunga não está no meio dos bons e que espera ver a produtividade de Maradona como treinador da seleção argentina. O tricampeão mundial voltou a defender a formação de uma equipe com jogadores que atuam no Brasil. Pelé está em Estocolmo como convidado da premiação anual do futebol sueco, que homenageia os jogadores que disputaram a final da Copa de 1958, vencida pelo Brasil por 5 a 2.

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Na foto Pelé está no gramado do Estádio Rasunda, entre os ex-jogadores suecos Simonsson (esq), Hamrin (dir) e Borjesson.

FALTAM 3…

17/11/08

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O São Paulo vai curtir mais uma rodada na liderança isolada. Depois de iniciar a partida a mil por hora, cair de produção entre o final do primeiro tempo e o início da etapa final, o Tricolor mostrou o seu poderio ofensivo e venceu o Figueirense por 3 a 1, no Morumbi. Borges (2) e Hugo foram os autores dos gols do melhor ataque da competição. Cleiton Xavier descontou. Com mais um resultado positivo dentro de casa, o São Paulo, o melhor mandante do Brasileirão, chegou aos 68 pontos e segue na primeira colocação, muito próximo de alcançar uma das quatro vagas na Libertadores. Na próxima rodada, o São Paulo enfrenta o Vasco, domingo, às 17h, em São Januário, no Rio de Janeiro.

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O Grêmio manteve aberta a disputa pelo título ao derrotar o Coritiba por 2 a 1, no Olímpico. Tcheco e Alê (contra) mantiveram o Tricolor gaúcho a dois pontos do São Paulo (68 a 66). Agora o time do técnico Celso Roth tem uma seqüência de dois jogos fora de casa, contra Vitória e Ipatinga, encerrando a participação no campeonato contra o Atlético-MG, no Olímpico.

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Numa tarde de gala de Ibson e Kleberson, o Flamengo goleou o Palmeiras por 5 a 2, no Maracanã. Com o resultado, o time rubro-negro entra no G-4 e ainda sonha com o título brasileiro a três rodadas do fim do campeonato. Na próxima rodada, o Flamengo vai pegar o Cruzeiro, no Mineirão. O Palmeiras encara o Ipatinga, no Palestra Itália. As duas partidas vão ser realizadas no domingo.

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A derrota para o Náutico abalou a esperança que o Cruzeiro tinha de conquistar o título do Brasileiro. Após a partida nos Aflitos, o técnico Adilson Batista praticamente descartou as chances de terminar em primeiro. Para o comandante celeste, o clube deve ter outra meta a partir de agora. Primeiro é vencer o Flamengo para depois pensar na vaga para a Libertadores. Para o jogo contra o Rubro-Negro, Adilson Batista terá o desfalque de Wagner, suspenso pelo terceiro cartão amarelo.

TROPEÇOS? ELES ACONTECEM…

16/11/08

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A monotonia e a apatia passaram longe dos Aflitos. Em jogo bastante movimentado, o Náutico goleou o Cruzeiro por 5 a 2 e vai dormir fora de zona de rebaixamento. A Raposa, por sua vez, perderá uma posição, já que o Flamengo venceu o Palmeiras e deixou os mineiros para trás. Em compensação, o confronto entre cariocas e paulistas impediu que o clube da Toca da Raposa deixasse o G-4 por enquanto. Na próxima rodada, o Cruzeiro (quarto com 61) recebe o Flamengo, no Mineirão, em jogo que pode deixar um dos dois próximos da Libertadores 2009. Tropeçar é preciso… E navegar também, se não morre na praia.

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O Palmeiras que o diga. Que traulitada. Foi 10 X 4 para os vermelhos. 

VAGAS QUE VALEM OURO…

15/11/08

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Quanto você pagaria para realizar um sonho? Imagine então poder alcançar seu objetivo e ainda receber, e bem, para isso. Pois é. Objeto de desejo de dez em cada dez torcedores brasileiros, a Taça Libertadores da América deixou de ser apenas o maior campeonato entre equipes do continente para se transformar também em salvação para os combalidos cofres dos clubes tupiniquins. Com o Sport, campeão da Copa do Brasil, garantido, São Paulo, Grêmio, Palmeiras, Cruzeiro e Flamengo disputam as quatro vagas restantes do Brasil. Entre cotas de publicidade e TV, rendas, premiação por participação e avanço de fases e bônus do patrocinador do torneio, estima-se que um clube que chegue à decisão arrecade cerca de R$ 13,7 milhões, fora o lucro indireto. Único brasileiro tricampeão da competição e prestes a carimbar o passaporte para a sexta participação consecutiva, o São Paulo é quem melhor aproveita os recursos proporcionados pela Libertadores. Ações de marketing no Brasil e no exterior entram na lista das receitas extras do Tricolor.

PRÁTICA OU TEORIA V

14/11/08

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Em 1988, o francês Michel Platini foi cooptado às pressas para recolocar a seleção do país nos eixos e tentar assegurar a vaga francesa para o Mundial de 1990, na Itália. Até começou bem nas Eliminatórias, quando seus comandados venceram, na estréia, a Noruega. A partir de então, seguiram-se resultados ruins, que incluíram derrota para a antiga Iugoslávia e empate com a pouca tradicional seleção do Chipre. Platini – que muitos consideram ter sido superior a Zinedine Zidane com a bola nos pés – havia, justamente, brilhado na Copa anterior como jogador, disputada no México, sendo um dos protagonistas na condução do time à honrosa terceira colocação (depois de despachar o Brasil nas quartas).

Por isso, a perda da vaga francesa na Copa da Itália foi o estopim do processo de desgaste do ex-jogador da Juventus de Turim no comando da seleção. Ele ainda permaneceria por mais dois anos, quando novo revés, desta vez para a Dinamarca na primeira fase da Eurocopa 1992, o fariam declinar do trabalho. A partir dali, Platini abandonaria a carreira de técnico para se tornar dirigente esportivo.

dino-fotos-para-blog.jpgJá em 1998, logo após a discreta participação da Azzurra na Copa do Mundo da França (caiu nas quartas-de-final frente à seleção anfitriã), a federação italiana de futebol resolveu apostar no lendário Dino Zoff para técnico, em lugar de Cesare Maldini. Com o status de ter sido campeão mundial em 1982, a aposta era que o ex-goleiro conseguisse recuperar a auto-estima italiana a partir de um bom papel na Eurocopa 2000.

E conseguiu: junto com a Holanda, fez a melhor campanha da primeira fase e, nos mata-matas, eliminou Romênia e a própria Holanda, para chegar à decisão contra a França. A chance de devolver a eliminação no Mundial, no entanto, foi desperdiçada no minuto derradeiro do jogo, quando os franceses chegaram ao empate e alcançaram o triunfo na finada morte súbita. Zoff não resistiu ao resultado adverso e pediu demissão, sendo substituído por Giovanni Trapattoni.

stoi-fotos-para-blog.jpgOutro caso é o de Hristo Stoichkov. Lenda do futebol búlgaro, ele assumiu a seleção de seu país dez anos depois de ter sido o artilheiro da Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, quando ajudou a Bulgária a alcançar às semifinais. Chegou para substituir Plamen Markov, que se demitiu do cargo após o fracasso búlgaro na Eurocopa 2004.

Ali, a Bulgária acumulou três derrotas em três jogos, incluindo um sonoro 5 a 0 ante a Suécia. O principal objetivo do ex-atacante do Barcelona era classificar a Bulgária para a Copa do Mundo de 2006, na Alemanha. Fracassou: asseguraram vaga para o Mundial Croácia e Suécia, ambas com 24 pontos, contra apenas 15 da Bulgária, que ficou na terceira posição de sua chave.

Mesmo assim, Stoichkov seguiu prestigiado e teve uma segunda chance nas Eliminatórias da Eurocopa 2008. No entanto, a campanha hesitante no torneio comprometeu sua permanência. A Bulgária estava na terceira posição do grupo C, com nove pontos – cinco de diferença para a líder Holanda – quando Stoichkov aceitou trocar a seleção pelo Celta de Vigo, da Espanha. Foi substituído no cargo por outro ex-jogador: Dimitar Penev, que, com o legado de Stoichkov, não conseguiria colocar a Bulgária na Euro. 

PRÁTICA OU TEORIA IV

13/11/08
donado-fotos-para-blog.bmpRoberto Donadoni

Substituir o homem que havia dado ao selecionado italiano o quarto título mundial na Copa da Alemanha, colocando o futebol do país como o segundo mais vencedor do planeta, foi o desafio que Roberto Donadoni aceitou a partir de 13 de julho de 2006. O ex-jogador do Milan não era totalmente verde na função de treinador, mas suas experiências eram bem modestas: treinara, em 2001, o pequeno Lecco, da Série C italiana e, na primeira divisão, Genoa e Livorno.

Mas, no último, acabou demitido após fraco desempenho do time na temporada 2005/06. Estava desempregado quando assumiu a Azzurra, no lugar do demissionário e supervencedor Marcello Lippi.

Aliás, seria justamente o espectro de Lippi que acompanharia Donadoni durante todo o trabalho. Por ter conseguido o excepcional triunfo no Mundial em meio a uma série de desconfianças envolvendo o futebol italiano – que sofria com o escândalo da manipulação dos resultados – Lippi, indiretamente, fez com que a opinião pública passasse a exigir do sucessor os mesmos resultados de alto nível.

Tropeços não seriam facilmente assimilados. E a primeira competição a testar Donadoni seria a Eurocopa 2008, organizada por Áustria e Suíça. Com o status de campeã do mundo, a Itália chegava com grande favoritismo, além da gana de tentar apagar a pífia participação na edição anterior, em 2004. Na ocasião, os italianos conquistaram a mesma pontuação de Suécia e Dinamarca no grupo C, mas perderam para ambos no saldo de gols. Assim, foram eliminados logo na primeira fase.

Em 2008, a Azzurra foi melhor, mas não muito. Ficou em segundo lugar na fase de grupos, com a Holanda em primeiro, superando Romênia e França. Mas, já nas quartas-de-final, os italianos tiveram pela frente a seleção espanhola (que terminaria a competição com o título). O empate sem gols no tempo normal levou a decisão para os pênaltis. Diferentemente do que ocorrera na Copa, quando superaram os franceses e quebraram a maldição de sempre sucumbir neste tipo de disputa, desperdiçaram cobranças nos pés De Rossi e Di Natale e voltaram precocemente para casa.

Mesmo com o fracasso em Portugal, Donadoni tinha a ambição de continuar no comando. Mas o pensamento não foi compartilhado pela FIGC (Federação Italiana de Futebol), que optou pela demissão do ex-jogador, substituído (veja só!) pelo mesmo Marcello Lippi. Os números de Donadoni foram: 23 jogos, com 13 vitórias, cinco empates e cinco derrotas.

120px-hugosanchez.jpgHugo Sánchez

O maior jogador da história do futebol mexicano não era exatamente um novato na carreira de treinador quando assumiu a seleção do país, em 16 de novembro de 2006. Acumulava trabalhos anteriores como “comandante” em duas equipes locais, o Pumas e o Necaxa. Mas, por sempre ter falado publicamente sobre o desejo de treinar a equipe nacional, sabia-se que a passagem de Hugo Sánchez pelos clubes não passaria de um processo transitório, quase um laboratório, para lapidá-lo como o líder de um México competitivo na Copa do Mundo de 2010.

Não foi bem assim. Hugo Sánchez chegava para substituir o argentino Ricardo Lavolpe, que fracassara nos dois projetos a que se propôs: trazer uma medalha dos Jogos Olímpicos de Atenas (2004) e alcançar, no mínimo, as quartas-de-final da Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, feito que parecia plausível, em vista da evolução do futebol mexicano em anos recentes. Na Grécia, o México sucumbiu logo na primeira fase, num grupo em que se classificaram Mali e Coréia do Sul.

No Mundial, os cucarachas ficaram pelo caminho nas oitavas, ao perder para a Argentina, por 2 a 1. Hugo Sánchez era o mais ferino opositor ao trabalho de Lavolpe. Os dois, na verdade, eram (são) rivais de longa data, dos tempos em que Sánchez era atacante do Pumas e Lavolpe, goleiro do Atlante. O principal demérito da “gestão Sánchez” foi, justamente, o de ter transformado o projeto da seleção numa resposta pessoal contra Lavolpe.

Pudera: na temporada 1979/80, às vésperas de uma partida entre suas equipes, eles trocaram provocações. Lavolpe dizia que Sánchez era uma “vedete que buscava gols espetaculares para sair na foto”, e garantia que não seria vazado por ele. Sánchez respondeu no mesmo tom, garantindo que faria quantos gols quisesse contra o rival. O jogo terminou em 3 a 2 para o Pumas – com três gols de Sánchez. Meses depois, em novo embate entre as equipes, o Pumas voltou a vencer, desta vez por 4 a 1 – novamente, com três gols do goleador.

O estilo falastrão de “Hugol”, que, em certa medida, lembra o de Renato Gaúcho, também nunca foi bem digerido pela imprensa local. Chegou a prometer que colocaria o México entre as maiores potências da bola. Mas o fraco futebol desempenhado na Copa Ouro 2007, quando o time não encaixava nem mesmo diante de adversários como Guadalupe, Cuba e Panamá, começou a minar a boa vontade dos mexicanos quanto ao trabalho de Sánchez.

A situação do ex-astro do Real Madrid piorou quando o México perdeu a final para os Estados Unidos, por 2 a 1, em Chicago, completando uma seqüência de nove jogos sem vencer os rivais em solo americano. O estopim foi o fracasso mexicano no Pré-Olímpico. Sánchez prometera a classificação, mas a seleção acabou eliminada num grupo em que empatou com o Canadá e foi superada pela Guatemala. Na hora decisiva, precisando vencer o Haiti por seis gols de diferença, só fez 4 a 1 e deu adeus ao sonho olímpico.

Nem a ausência do jovem Giovanni dos Santos, então no Barcelona (hoje no Tottenham), serviu como justificativa para o fracasso. Após um ano e quatro meses, ele acabou demitido do cargo pela FMF (Federação Mexicana de Futebol). Foram 12 vitórias, 3 empates e 8 derrotas. Em seu lugar, assumiu o sueco Sven-Goran Erikson.

PRÁTICA OU TEORIA III

12/11/08
250px-vanbasten.jpgMarco van Basten

Os entusiastas do bom futebol sempre lamentaram a aposentadoria precoce, por problemas de lesão, do atacante Marco van Basten, grande personagem na maior (única?) conquista da seleção holandesa: a Eurocopa 1988. Por isso, não foi sem entusiasmo que público e crítica saudaram a chegada do ex-atacante do Milan ao cargo de treinador da Laranja, em julho de 2004, para substituir Dick Advocaat.

Na ocasião, Van Basten tinha apenas 39 anos e vinha atuando como assistente-técnico do Ajax, clube onde também fizera história como jogador. Advocaat pediu demissão após a Eurocopa 2004. A Holanda fizera campanha regular na primeira fase, classificando-se em segundo lugar, no grupo em que contava também com República Tcheca (que terminou em primeiro), Alemanha e Letônia. Nas quartas, superou a Suécia, mas acabou eliminada por Portugal de Felipão nas semifinais.

Em busca de uma campanha digna na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, Van Basten optou em deixar de fora velhos medalhões – como Stam, Seedorf, Davids, Kluivert e Hasselbaink – para apostar em outros nomes. Entre eles, estavam Van Persie, Van Nistelrooy e Robben. Com essa renovação, a Holanda chegou à Copa credenciada com o favoritismo trazido das Eliminatórias, quando fez, de longe, a melhor campanha: em 12 jogos, a Laranja não perdeu nenhuma partida e sofreu apenas três gols.

No Mundial, havia o temor por ter caído naquele que era considerado o “grupo da morte”, com a bicampeã Argentina; a melhor seleção africana, Costa do Marfim; além da Sérvia e Montenegro. Passou em segundo lugar, com a mesma pontuação dos argentinos, mas teve pela frente, nas oitavas, a mesma pedra no sapato da Eurocopa: a seleção portuguesa. As equipes fizeram o melhor confronto do Mundial (só comparável à semifinal entre Alemanha e Itália), com muito equilíbrio e, especialmente, virilidade (com direito a Cristiano Ronaldo saindo contundido a quatro minutos de jogo).

Mas a estrela de Felipão novamente brilhou e, com gol de Maniche, Portugal seguiu e a Holanda voltou para casa. Em 2008, Van Basten sonhava em repetir, como treinador, o mesmo feito obtido como atleta há 20 anos, quando, com um inacreditável sem-pulo, vazou a muralha soviética Dasaev, decretando a vitória e o título da Euro para a Laranja. Na primeira fase, não teve problemas para vencer os três confrontos contra Itália, Romênia e França. Mas, como a vingança é um prato que se come frio, a Rússia cruzou o caminho dos holandeses nas quartas e impôs 3 a 1, revelando ao mundo o talento de Pavlyuchenko e Arshavin.

Se Van Basten já havia anunciado com antecedência que deixaria o comando da seleção após a Euro, a eliminação precoce, naturalmente, não o fez mudar de idéia. Seus números foram de 52 partidas, com 35 vitórias, 11 empates e 6 derrotas. Seu sucessor foi Bert van Marwijk.

250px-trainer_klinsmann.jpgJürgen Klinsmann

Mesmo sem nunca ter atuado como treinador, o bom moço Jürgen Klinsmann, campeão mundial como jogador na Copa de 1990, na Itália, assumiu o comando da Nationalelf em 26 de julho de 2004. Há 20 anos, quando topara o mesmo desafio, Franz Beckenbauer contava com uma geração extremamente talentosa, liderada pelos meias Rummenigge e Matthaus.

Mas, no caso de Klinsmann, o buraco era bem mais embaixo. A Alemanha vivia uma verdadeira entressafra de craques, que fazia com que os principais veículos da imprensa local temessem por uma humilhante participação alemã na Copa do Mundo que o próprio país sediaria dali a dois anos.

A Klinsmann foi dada a mesma orientação feita por Stanley Kubrick a Jack Nicholson na rodagem de O Iluminado: “faça algo brilhante”.E, mesmo cercado por desconfianças, ele fez. Boa parcela da onda de críticas que recebeu no início do trabalho tinha a ver com o fato do ex-jogador sequer residir em solo alemão. Desde que encerrara a carreira como atleta, Klinsmann se radicara nos Estados Unidos, onde tocava uma empresa de consultoria de marketing esportivo, com participação nos Los Angeles Galaxy – muito antes, portanto, de Beckham dar ao clube evidência internacional.

A aposta era que sua personalidade vibrante pudesse, de alguma maneira, instigar a necessidade da superação como forma de minimizar as limitações técnicas do elenco, formado essencialmente por promessas como Schweinsteiger e Podolski. Para ajudá-lo na missão, Klinsmann colocou caras novas em posições de confiança em sua comissão, como o também ex-jogador Olivier Bierhoff, que injetou frescor numa estrutura tradicionalmente conservadora e traumatizada pela indigna performance na Eurocopa 2004 (quando não passou da primeira fase).

Apropriando-se do estilo Felipão, Klinsmann conseguiu, em pouco tempo, recuperar a auto-estima da seleção, disseminando por todo o povo germânico aquele pegajoso sentimento de “eu acredito” para o Mundial 2006, especialmente após obter um decente terceiro lugar na Copa das Confederações, um ano antes. As boas vibrações emanadas por Klinsmann tomaram conta do país e ficaram simbolizadas num gesto do sempre arrogante Oliver Kahn. Considerado o melhor jogador da Copa de 2002, o arqueiro não se conformava em ser reserva de Jens Lehman no Mundial em casa.

Disse que a única coisa que o titular fazia melhor que ele era bater tiro de meta. No entanto, com as atuações impecáveis do concorrente, Kahn se rendeu e chegou a ser flagrado pelas câmeras de TV com palavras de incentivo a Lehman antes da disputa de pênaltis contra a Argentina, pelas quartas-de-final. Antes, na primeira fase, a Alemanha já tinha feito campanha impecável, vencendo os três jogos, com destaque para a estréia, quando mostrou ao mundo seu cartão de visitas com um vigoroso 4 a 2 sobre a Costa Rica.

Nas oitavas, os alemães também não tiveram grandes problemas para superar a Suécia, por 2 a 0. Na fase seguinte, possivelmente estimulado pelas palavras do “amigo” Kahn, Lehmann defendeu as cobranças de Ayala e Cambiasso contra a Argentina, após empate por 1 a 1 no tempo normal, e garantiu o time nas semifinais, onde perderia para a Itália, futura campeã. Mas os subordinados de Klinsmann não abririam mão da honrosa terceira posição, ao bater a seleção portuguesa, de Scolari, por 3 a 1. Dias depois, Klinsmann anunciava sua saída, sob a justificativa de querer se dedicar à família. Seus números foram de 21 vitórias, 7 empates e 6 derrotas. Joachim Löw, que trabalhara com ele como assistente-técnico, assumiu o cargo vago.

PRÁTICA OU TEORIA II

11/11/08
voller-fotos-para-blog.jpgRudi Völler

Depois de vencer a Eurocopa 1996, com uma forte seleção que contava com nomes do quilate de Mathias Sammer, Jürgen Klinsmann e Olivier Bierhoff, a seleção alemã chegava à edição seguinte do torneio, co-sediado por Holanda e Bélgica em 2000, com um natural favoritismo.Mas, sem uma vitória sequer diante de Portugal, Romênia e Inglaterra, o escrete germânico voltou mais cedo para casa, contribuindo para o calvário do então técnico Erich Ribbeck. Este, demitido, acabou substituído pelo ex-atacante Rudi Völler, a quem a DFB (Confederação Alemã de Futebol) apostava num trabalho de longo prazo – fecharam contrato até 2006, em vistas à Copa que o país sediaria. A intenção parecia evidente: repetir a bem-sucedida experiência de Franz Beckenbauer.

Foi na era Völler que se desenvolveu a geração de jogadores que formaria a base alemã nas conquistas do vice-campeonato mundial de 2002 e da terceira posição na edição seguinte, tendo como principais representantes Oliver Kahn, Torsten Frings, Michael Ballack, Oliver Neuville e Miroslav Klose. Os atletas se identificavam bastante com o estilo “boleirão” de Völler, além de o respeitarem por seu currículo decididamente vencedor: foi o parceiro de Klinsmann no ataque campeão do mundo em 1990 e fez história nos clubes que defendeu: Werder Bremen, Roma, Olympique Marseille e Bayer Leverkusen.

Völler chegou a balançar nas Eliminatórias da Copa de 2002, quando seu time tomou 5 a 1 da Inglaterra em plena Munique. Mas recuperou a confiança na repescagem, quando a Nationalelf não titubeou frente à Ucrânia e ficou com a vaga. Os germânicos chegaram ao Mundial, organizado por Japão e Coréia do Sul, com a ambição de se redimir das duas últimas participações, quando foram eliminados, em ambas, nas quartas-de-final. Era um histórico recente pobre para uma seleção que, entre 1982 e 1990, fora finalista em todas as edições (sendo campeã na última).

Em 2002, se não chegou a mostrar um futebol inesquecível, conseguiu, ao menos, alguns insights de brilhantismo, notadamente na goleada por 8 a 0 sobre a Arábia Saudita, na primeira fase – maior vitória alemã na história das Copas. Kahn, no auge da forma física, fechava o gol – foi apontado como o melhor atleta do torneio, não só entre os goleiros. O problema é que aquele foi o ano do revival de um certo fenômeno, e os alemães não suportaram a superioridade do Brasil de Luiz Felipe Scolari, perdendo a decisão por 2 a 0.

O revés não comprometeu a confiança da DBF no trabalho de Völler, que seguiu prestigiado no cargo.Mas isso só até a Eurocopa 2004. Com campanha similar à que custou o emprego do antecessor Ribbeck, o selecionado alemão não conseguiu passar da primeira fase. Foram três jogos sem nem ao menos um triunfo, num grupo que contava com República Tcheca, Holanda e Letônia. Orgulhoso, Völler optou por não permanecer, apesar das tentativas da DBF de fazê-lo repensar a decisão, que se revelou irrevogável. Völler acumulou 29 vitórias, 11 empates e 13 derrotas. Seu substituto foi o ex-companheiro Jürgen Klinsmann.

zico_40-fotos-para-blog.jpgZico

Depois de atuar como diretor-técnico do Kashima Antlers, Zico foi convidado, em agosto de 2002, para ser o treinador da seleção japonesa, logo após a participação da equipe na Copa do Mundo que o próprio Japão co-organizou com a Coréia do Sul. Os nipônicos tiveram um desempenho razoável no Mundial em casa, sob o comando de Philippe Troussier, classificando-se em primeiro lugar na primeira fase, mas caindo já nas oitavas-de-final frente à Turquia.

O nome de Zico foi uma indicação direta de Saburo Kawabuchi, vice-presidente da JFA (a federação local), que queria um profissional que conhecesse a fundo o futebol japonês, de modo a preparar um selecionado competitivo para o Mundial da Alemanha – no Japão, o brasileiro é chamado de “Kami Sama” (Deus) desde que aportou por lá em 1991, para popularizar o futebol.Aliás, evitar a adoração dos atletas em relação à sua figura de ídolo-mor foi o primeiro desafio do trabalho de Zico.

Com ele, os japoneses, aos poucos, aprenderam que a derrota e os erros fazem parte do processo de aprendizagem – que perder uma penalidade máxima, por exemplo, não pode ser motivo de vergonha. Assim, Zico “humanizou” seus comandados e também instituiu um estilo de jogo mais ofensivo em relação aos tempos de Troussier.Assim, embalado pela conquista da Copa da Ásia, em 2004, o Japão não teve problemas nas Eliminatórias da Copa de 2006, terminando a terceira (e última) fase na liderança do grupo 2, com 15 pontos, à frente de Irã (que também se classificou), Bahrein e Coréia do Norte.

Até por essa boa campanha prévia, a participação na Copa acabou sendo decepcionante: o Japão não conseguiu uma vitória sequer, no grupo contra Brasil, Austrália e Croácia, encerrando o sonho de melhorar o desempenho de quatro anos antes. Assim, o próprio Zico optou por encerrar seu ciclo à frente da equipe, transferindo-se, pouco depois, para o Fenerbahçe, da Turquia. Em seu lugar, a JFA colocou o bósnio Ivica Osim.